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Apreciação artistica

Posted by Rubens


O gosto pela chamada "alta cultura" foi ao longo da história cultivado por uma burguesia que queria se fazer importante frente a seus pares, assistir óperas e teatros, admirar obras de arte e ler belos livros era uma forma de ganhar signos de prestígio. Para esse grupo também era importante adquirir algum conhecimento sobre a obra afim de ter material para futuras conversas nos famosos saraus da Belle Époque.

No nosso século com a difusão da internet e a explosão dos pocket books o acesso a esse tipo de arte se tornou bastante simples. Hoje você pode ler quase todas as peças teatrais do Shakespeare pagando 67 R$ ou se gostar de ler pela internet nem precisa pagar nada, o mesmo vale para a música erudita. Hoje o grande público desse tipo de arte é advindo da classe média, que assim como os burgueses é ávida por arrotar que leu as grandes obras do passado e coisas do tipo.

O grande erro desse público é a busca pela erudição, eles leem uma obra buscando seu sentido e entender suas nuances para depois tecer comentários "inteligentes" para impressionar sua plateia. A busca pelo sentido tem sido o maior erro de todos aqueles que decidiram mergulhar no mundo da arte, e isso é facilmente percebido quando eles se deparam com uma arte que não faz sentido ou é apenas uma arte de contemplação.

A arte não foi feita para ser entendida e sim sentida, a sensação é o principio central da arte, o seu verdadeiro apreciador consome a arte buscando sensações novas, o esteta que é a maneira que irei usar para chamar o verdadeiro apreciador da arte, é como um violino e o artista é um virtuose que extrai do seu violino todo o tipo de sons.


Percebeu a crítica social dessa obra? O que? Mas como assim ela não tem crítica e nem nenhum conteúdo mais profundo?

A música eletrônica é um bom exemplo disso que eu estou falando, ela em si não tem um sentido definido, sequer tem letra, tudo que podemos fazer e aprecia-la e é assim que devíamos ser em relação a arte. A busca pelo sentido das obras de arte destrói a experiência artística e enviesa tudo, graças a essa vicissitude muitos não conseguem descobrir o mundo da poesia que nem sempre possui sentidos delimitados.

Poetas como Rimbaud e Cruz e Sousa não estavam muito interessados em demonstrar ideias ou fazer crítica social, ainda que possuam algo desse tipo nas suas obras, mas sim fazer uma arte contemplativa que explorasse ao máximo o poder da imagética e rompesse com a materialidade das coisas o que por vezes torna a poesias desses autores sem sentido e obras de pura contemplação.

*A arte é sensação
*A arte não necessita possuir um sentido para existir
*O verdadeiro esteta é aquele que aprecia a arte e não aquele que busca uma erudição através dela, a erudição é mera consequência de sua admiração.

Tendo essas ideias em mente fiquem com uma poesia de Cruz e Sousa

Sinfonias do Ocaso

Musselinosas como brumas diurnas
Descem do acaso as sombras harmoniosas,
Sombras veladas e musselinosas
Para as profundas solidões noturnas

Sacrários virgens, sacrossantas urnas
Os céus resplendem de sidéreas rosas,
de lua e das Estrelas majestosas
Iluminando a escuridão das furnas

Ah! por estes sinfônicos ocasos
A terra exala aromas de aúreos vasos,
Incensos de turíbulos divinos.

Os plenilúnios mórbidos vaporam...
E como no azul plangem e choram
Cítaras, harpas, bandolins, violinos...

É dificil ouvir ópera?

Posted by Rubens

 
 

Muitas pessoas sequer tentam começar a ouvir ópera, porque são desmotivados pelo pensamento de que é muito difícil ouvi-la. Esse texto visa destruir essa ideia e apresentar meios de tomar contato com o gênero da melhor maneira possível.

Mitos

Inicialmente se faz necessário destruir uma série de preconceitos que foram criados a respeito desse gênero musical para que se possa aprecia-lo com a mente mais aberta.

* A ópera não é um estilo elitista, a música não está associado necessariamente a classes sociais, hoje em dia o grosso do público de ópera pertence a classe média assim como vários estilos, mesmo os periféricos. No passado a ópera era assistida por todas as classes, existe até uma história clássica de um dono de fabrica de tecidos que tomou contato com a Norma de Maria Callas através do bate papo de suas funcionárias.

* Não é preciso ser inteligente para ouvir ópera, é preciso sim ter a mente aberta e paciência, mas isso ocorre com todo estilo musical que foge dos estilos radiofônicos modernos ( exemplos: soul, heavy metal, rap, folk, rock alternativo e a ópera...)

* Ópera não é coisa de mulheres obesas, muito pelo contrário, a ópera é um meio gordofóbico. É celebre o caso da demissão de Deborah Voigt por excesso de peso e as loucas dietas de Maria Callas para se adequar.

* A ópera é multi-temática, logo aquela ideia da "mulher obesa vestida de viking gritando" é apenas um preconceito bobo, derivado de uma visão superficial da ópera wagneriana que buscava trazer elementos da mitologia alemã para ópera visando assim reforçar a identidade cultural da Alemanha.

* Ópera não é complexa, na verdade é o estilo mais acessível e fácil de se ouvir dentro da música erudita, a grande barreira para muitos é a dificuldade de acostumar-se ao canto lírico e a duração das óperas. Iremos discutir esse tópico no texto, mas acho válido desde já deixar aqui uma observação acerca do ouvinte de ópera do site Euterpe:

"O Operário: Em teoria, o exato oposto. O que lhe interessa são as vozes, belíssimas vozes, e os dramas, os terríveis dramas sofridos por aquelas senhoras e senhores no palco. Verdi é seu herói, mas a partir daí há vários subgêneros, aquele com um gosto mais abrangente aprende a gostar de Mozart, Wagner, Janácek, entre outros. Mas um bom número se restringe ao repertório romântico italiano, Donizetti, Bellini, Puccini. A melodia é rainha, o drama o rei, e o resto é apenas conseqüência. Uma boa ópera é aquela que tem melodias memoráveis.

Prós: a ópera é provavelmente o gênero mais importante da história da música, então estar em contato com esse gênero é sempre uma vantagem. Além disso, o interesse em técnica de canto produz análises e comentários muito úteis sobre o canto, o instrumento por excelência.
 
Contras: É sem dúvida o ouvinte que tem menos interesse em música, e uma característica estrutural e outra histórica contribuem para que a sensibilidade musical seja reduzida. A muleta dramática do libretto muitas vezes serve, tanto ao compositor quanto ao público, para não dar tanta atenção no efeito da música, o que produz tanto uma música de pior qualidade (evidentemente isso não vale para os grandes gênios do gênero) quanto um menor interesse em música – em outras palavras, o libretto serve no lugar de música. O outro fator é o virtuosismo vocal que em muitos repertórios constitui no verdadeiro fim musical. Isso isola seu ouvinte dos outros da maneira mais radical em toda a música clássica. Tem a tendência de viajar pelo mundo em busca das grandes casas de ópera em Nova York, Viena, Berlim, Milão, Paris, como um Jet-setter cultural."
 
As dificuldades
 
Os iniciantes sofrem bastante por não saber por onde começar e não entender o básico sobre ópera como: classificação de vozes, conceitos de árias, dueto e ensemble, atos, libreto, coloratura... Para o último caso, basta esclarecer as dúvidas:
 
Classificação das vozes
 
Tenor: Voz masculina aguda
Barítono: Voz masculina entre o grave e o agudo
Baixo: Voz masculina grave
Contratenor: Voz masculina que simula a voz de uma soprano ou mezzosoprano
Soprano: Voz feminina aguda
Mezzosoprano: Voz feminina entre o grave e o agudo
Contralto: Voz feminina grave
 
Subclassificação das vozes
 
Ligeiro ou Leggero: Registro que tende ao alcance de notas mais agudas e preza mais a agilidade. Registro de voz típico de cantoras que apresentam coloratura.
 
Dramático: Vozes poderosas, capazes de se destacar mesmo quando competem com a forte presença da orquestra. Cantores com esse registro de voz possuem bastante folêgo e resistência.
 
Spinto: São vozes melódicas e mais escuras, cantores com esse tipo de voz conseguem interpretar bem personagens que exigem uma boa carga dramática.
 
Lírico: Registros de vozes agradáveis de se ouvir, cristalinas. É difícil de definir o que é lírico, mas é fácil de reconhecer.
 
Outros conceitos
 
Ária: Parte da ópera onde um personagem tem um solo.
Dueto: Quando dois personagens participam de uma ária
Ensemble: Vários personagens participam de uma ária
Atos: Partes que dividem momentos de uma ópera
Libreto: Texto da ópera, geralmente é baseado em obras de literatura (Werther, La Traviata, Fausto)
Coloratura: Exibição de virtuosismo por parte de um cantor, associado a óperas de bel canto.
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Agora vamos para o mais difícil que é saber por onde começar, eu lhes apresento dois caminhos: o de começar a ouvir óperas completas ou ouvir CDs de árias. Apresentarei as vantagens e desvantagens de cada meio e depois abordarei a maneira de melhor fazer uso desses métodos:
 
Ópera Completas
 
+ Acesso ao libreto das óperas
+ Conhecimento histórico acerca das gravações
+ Se você ver em DVD vai ser como ver um filme.
+ Melhor entendimento de como funciona o estilo
- Ópera tem duração de um filme, o que pode a tornar cansativa para ouvintes de primeira viagem
- Descobrir que escolheu a ópera errada no meio dela
 
Cds de árias
 
+ Maior maleabilidade, visto que você pode começar de qualquer ordem e as árias não são muito longas.
+ Não é obrigado a ver até o fim para apreciar (mas é recomendado que você faça isso pelo menos uma vez)
+ Ideal para quem já tem uma cantora predileta ou quer conhecer melhor um cantor especifico
+ Variedade, em um mesmo CD você pode ouvir um pouco de Puccini, Mozart, Verdi...
- Não tem acesso a libreto
- Dificuldade de contextualizar a ária dentro da ópera
- Não trás conhecimento histórico sobre a atuação de uma cantora em determinada ópera, pois não é porque ela foi bem em algumas árias que ela irá bem dentro de uma ópera inteira
 
 
Ópera completa
 
Esse na minha opinião é o caminho mais árduo, mas é também o que trás mais recompensas ao fim da audição de uma ópera. Todo o verdadeiro melômano (fã de ópera) deve ouvir óperas inteiras e conhecer pelo menos umas 2 ou 3 gravações clássicas. O verdadeiro desafio aqui é a escolha, por isso recomendo que você leia um pouco sobre cada ópera antes de escolher, se quiser pode ouvir umas árias antes sem muito compromisso.
 
Se você não sabe aonde ler sobre as óperas, eu recomendo que você compre o: Guia Ilustrado Zahar da Ópera, mas enquanto você não o tem, eu indico algumas que eu considero bem adequadas para os principiantes
 
Mozart: Cosí Fan Tutte, Le Nozze Di Fígaro, Don Giovanni, Die Zauberflöte
Rossini: Il Barbiere Di Siviglia, La Cenerentola
Bellini: Il Puritani
Donizetti: L'Elisir D'Amore, Lucia Di Lammermoor
Verdi: Rigolleto, La Traviata, Il Trovatore, Ainda
Puccini: Manon Lescaut, Tosca, La Bohéme, Madama Butterfly, Turandot
Wagner: Ouvir a Tetralogia do anel
Bizet: Carmen
Massenet: Manon
 
Escolhida a ópera a dúvida fica por qual das várias gravações ouvir, eu recomendo que você escute as consagradas pela crítica internacional. O terceiro desafio é ouvir pacientemente e atentamente a ópera, já que a tendência é que você não volte a ouvir aquela ópera completa muitas vezes na vida.
A dica para prender sua atenção na ópera e acompanhar o Libreto da ópera disponível na internet.
 
Muitos não conseguem fazer isso e para esses eu recomendo que eles ao invés de baixarem gravações, assistam óperas gravadas em DVD, existem muitas delas boas, claro que não dá para viver só de DVD, mas é bom para esse começo.
 
 
CD de árias
 
Eu quando comecei a ouvir ópera já tinha uma cantora em mente, Maria Callas, o que facilitaria a escolha do CD que eu iria baixar, mas por sorte eu descobri que meu pai já tinha cds dela, então foi bem tranquilo. Você pode escolher o CD tanto devido a uma cantora quanto a um compositor. Futuramente eu apresentarei mais detalhes sobre indicações, mas por hora fiquem com essas:
 
Anna Netrebko: Russian Album
Jonas Kaufmann: Wagner Album
Montserrat Caballé: A Portrait, Greatest Hits
Maria Callas: Arie Celebri Vol.1
Diana Damrau: Mozart Album
 
O legal de ouvir árias isoladas em CD é que você pode faze uma primeira audição sem prestar muita atenção, audição que serve apenas para sensibilizar os ouvidos para uma futura audição, essa sim proveitosa e atenta.

CD do mês: Mission

Posted by Rubens

Se muitos poderiam não conhecer o sensacional pianista, Benjamin Grosvenor, creio que todos conheçam a meio soprano romana, Cecilia Bartoli, que possui uma das discografias mais consistentes da lírica.

Seu novo disco, Mission, é focado nas árias do compositor Agostino Steffani, um compositor bastante underground.

Mais uma vez, Cecilia, se notabiliza por dar vida nova a compositores esquecidos injustamente pelo tempo. Muitos cantores de ópera lançam ano a ano repertórios manjados e já abordados diversas vezes, não é mesmo Villazón?

Para quem quiser ouvir o CD sem fazer download, como eu, basta acessar esse link

Garimpando CDs de Mozart na Cultura

Posted by Rubens

Jan Lisiecki - Mozart, Piano Concertos 20 & 21



Uma das coisas mais curiosas das grandes gravadoras e que o fator beleza está cada vez mais sendo levado em conta na hora de escolher suas novas estrelas. Isso explica as fotos "photoshopadas" de Kozená em Lettere Amore (Um disco muito elogiado) que a transformam em uma Katherine Jenkins, e nos vestidos cada vez mais decotados de Yuja Wang. O mais novo modelo músico revelação é um loirinho bonitinho de apenas 17 anos, que fez uma escolha bem ousada para seu primeiro CD.

Prós: Disco elogiado por alguns jornais, entre elas a nossa revista (a Concerto, revista brasileira sobre música clássica). Ouvi-lo pode ser a oportunidade de conhecer as novas estrelas do gênero, que serão o seu futuro. As duas peças do disco são excelentes portas de entrada para a música erudita (particularmente adoro o Concerto 21, que estou ouvindo enquanto escrevo). O preço é mais ou menos acessível.

Contras: O disco é hypado, logo pode ser uma armadilha. O preço não é tão baixo. Existem muitas gravações dessa obra.

Preço: 37,90 R$                                                                 Link para ouvir o disco



Não confia no garotinho loiro citado anteriormente? Bom, em Daniel Barenboim você pode confiar, esse disco já foi inclusive citado como ideal para iniciantes por esse blog. O repertório ainda são concerto para piano, entretanto os concertos do disco são o 24 & 25. Se você tiver gostado do anterior, esse é bom para complementar a coleção dos concertos de piano de Mozart.

Prós: Mais barato que o anterior e contém dois concertos assim como o anterior.
Contra: Não me vem a cabeça nenhum, mas acho mais indicado para os iniciantes começarem a ouvir os concertos de Mozart pelo 21.

Preço: 34,90




Para quem gosta de piano solo esse deve ser uma maravilha, mas como por hora não é meu caso, eu mesmo não compraria.

Prós: Registro confiável, número bom de peças.
Contra: Não é barato para os padrões convencionais de um CD.

Preço: 39,90



Mais concertos para piano, pelo visto isso não é díficil de achar. Desta vez eles são tocados pelo legendário pianista, Alfred Brendel.

Prós: Um grande número de peças, o pianista é uma lenda, disco muito bem cotado.
Contra: A capa é sem graça, um pouco salgado o preço

Preço: 39,90


Finalmente achamos um CD de sinfonias.

Prós: Disco bem cotado, são várias sinfonias, a regência é de Karajan um cara que é bem competente no mínimo.
Contra: A capa também é meio sem graça.

Preço: 39,90



Esse é uma opção mais barata ao último e conta com outra regência, mas se você quiser essas mesmas peças na regência de Karajan na loja também pode ser encontrado esse

Prós: Excelente escolha de sinfonias, preço mais baixo, a capa é muito boa.
Contra: O disco do Karajan acima é mais completo.

Preço: 29,90

Link para ouvir: Rhapsody In Blue

Posted by Rubens


Rhapsody In Blue é uma peça composta por George Gershwin a qual eu ofereço mais informações abaixo, mas ela também dá nome ao novo disco da revelação mundial, Benjamin Grosvenor, que executa essa peça na integra. Eu já havia falado um pouco desse novo lançamento, entretanto ainda não tinha achado um jeito de ter acesso ao disco, mas hoje enquanto procurava, achei esse site que disponibiliza a audição na integra do disco: Link.

Abaixo eu vou colocar uns textos sobre a peça que dá nome ao disco.

Rhaposdy In Blue

Tipo: Orquestral
Duração média: 13:45
Nº de movimentos: 1
Escrita para: Orquestra e instrumento solo

A estreia dessa obra em 1924 fez Gershwin entrar para os livros de história como o homem "que levou o jazz para a sala de concerto". Aos olhos de muitos, a ideia de que a música popular "baixa" e socialmente condenável dos afro-americanos podia misturar-se com a música clássica era chocante demais. Gershwin avisou que a peça era "um experimento em música moderna". O duplo alvoroço causado por uma nova moda e um novo escândalo atraiu um público ruidoso à estreia. A obra tem forma seccional, com uma longa e lenta melodia central. Os óbvios elementos de jazz na partitura ofuscaram o tom tipicamente judaico das melodias, algumas evocando cânticos de sinagoga.

Fiquem atentos...

Posted by Rubens

Esse pequeno rapaz é uma das novas estrelas da música clássica, com apenas vinte anos, Benjamin Grosvenor, abocanhou no ano passado dois prêmios no Gramophone Awards; o de  melhor disco instrumental e o de artista jovem do ano.

Seu novo disco pelo que eu vi é bem eclético, indo do neoclassicismo de Saint-Saëns ao impressionismo de Ravel e abordando também a mistura entre Jazz, música africana e música clássica empreendida pelo George Gershwin.

Esse é o meu disco do mês de música clássica, que é uma tentativa de ouvir pelo menos um disco do gênero por mês até que ao chegar ao fim do ano tenha conseguido ouvir doze discos.

Para quem não sabe, eu não sou muito chegado a música instrumental e por isso tenho bastante dificuldade com música clássica e mesmo com Jazz, e essa é uma iniciativa minha para começar a ouvir o gênero. Não esperem que eu resenhe esse disco, pois não levo jeito para resenhar esse tipo de coisas.

Enfim, fiquem alguns performances do garoto prodígio:

Brahms - Hungarian Dance No.5


Liszt -  Piano Concerto No.2



Chopin - Scherzo No.1 in B minor, Op. 20


Saint-Saëns - Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22

Novidades de 2012: Impressionismo Francês

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Natalie Dessay, soprano de coloratura francesa, depois de seu excepcional registro dedicado a ópera Giulio Cesare de Haëndel, decide homenagear dessa vez Debussy um dos compositores mais importantes do Seculo XX.

Dessay abordará o território lieder do grande compositor francês expoente do impressionismo francês. Dessay já interpretou Mélisande da ópera Pelléas et Mélisande de Debussy, sendo considerada uma das grandes interpretes dessa personagem.

Sem sair do território erudito francês, temos também o novo disco da Norte-Americana Reneé Fleming onde ela abordará: Ravel, Messiaen, Dutilleux todos que assim como Debussy representam a escola impressionista francesa.

Não se sabe ao certo o que levou duas das interpretes mais famosas da atualidade a revitalizarem esse estilo, mas ouvir os dois é passar compreender melhor esse movimento musical, sendo um complementar ao outro.

A escola impressionista surgiu para contrapor o excesso de sentimentalismo e emoção do período romântico, preferindo focar na sugestão e na atmosfera. Tem preferência por formas menores de música ao contrário dos românticos que preferiam formas maiores, fazem forte uso da dissonância e usam escalas nada convencionais para a epóca. A música impressionista simula efeitos emocionais suspensos como sonhos e fantasias, visto que o gênero prefere o imaginário ao mundo real.

O que podemos esperar desses discos? Canções servidas com dois dos timbres mais belos do mundo da ópera, Dessay possui maior leveza, um fraseado excelente (principalmente porquê ela é francesa) e um grande senso de interpretação já Fleming apoiará-se na beleza do seu timbre e de sua voz densa e escura na abordagem desses lieders.

Momentos de grande regozijo aguardam os ouvintes que tomarem contato com essas obras.